"Se não fizerem isso podem terminar como as mulheres da música de Chico Buarque de Hollanda: “sem carinho, sem coberta, no tapete atrás da porta”. São mulheres descartáveis do reino evangélico-islâmico."
"Next performance: 17th October, 9:30am, at PUC/SP (Campus Monte Alegre) - basement of new building CANCELLED
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Próxima performance: 17 de Outubro, a partir das 9:30h, na PUC/SP (Campus Monte Alegre) - Subsolo do prédio novo
CANCELADA"
"But if they go on in faith and love and holy self-control, she will be kept safe at the time of childbirth.
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Entretanto, a mulher será salva dando à luz filhos — se elas permanecerem na fé, no amor e na santidade, com bom senso."
Today, I deleted my resumee (and also of people who colaborate) from page “who”. I’m not sure if it is really important to show it in blog. If you want to know, just ask here.
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Hoje eu deletei o meu currículo (e os das colaboradoras) da página “quem”. Não sei se é mesmo importante mostrar no blog. Se você tiver interesse, é só pedir aqui.
"Today a woman who proclaims “my body belongs to me” is often deluding herself. It’s not because her body no longer belongs to him - the oppressive male - that her body necessarily belongs to her. To be able to say “my body belongs to me” implies that by becoming aware of her body a woman has taken possession of it. For her body belong to her, she has to know its desires and possibilities and dare to live them. It is only once she lives in her body that a woman (or a man for that matter) refuses a relationship in which she is not “lived” by the other. Only when you know yourself profoundly do you refuse not to be “known” and do you seek at last to know the other.
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A mulher que hoje proclama: “Meu corpo me pertence” pode estar enganada. Não é porque seu corpo não pertence mais ao homem - ao macho opressor - que passa a ser dela. Dizer “meu corpo me pertence”, supõe que através da tomada de consciência do corpo, a mulher chegou a tomar posse dele. Para que o corpo seja dela, é preciso que ela conheça seus desejos e possibilidades, e tenha coragem de vivê-los. Só quando uma mulher (ou um homem) vive, é que pode recusar que os outros “vivam por ela”. Só quando a gente se conhece profundamente, é que se recusa a “ser conhecida” e procura, enfim, conhecer o outro."
Therese Bertherat - “The body has its reasons - Self-Awareness Through Conscious Movement” / “O corpo tem suas razões - Antiginástica e Consciência de Si”
“Corpo preso limitado cercado aprisionado que se limita
coberto soterrado aflito de fora pra dentro de dentro pra fora
rostos incógnitos corpo semelhante o meu corpo é o seu
corpo objeto
instrumento esquecido dentro da máquina triturado e ainda presente
ainda em cena
tudo é nossa cena nossa alegria seguida de solidão nossa decepção nossa rotina
espaço detrator corpo passivo corpo encaixado corpo inerte
corpo inerte
soterrado no material esbanjado na cor variada na possibilidade subjetiva
na informação repetida trânsito tangente chocante perfeitamente enquadrado na faixa
protocolo
Faixa enquadrada no encaixe inerte de cercas plantadas e espaço fechado
rua sem saída entra para e pensa
pensa para e volta
volta para e pensa
imagem pronta duvida pronta desencaixe desconfortável desse espaço ou do outro
e do outro
desligado desenergizado eletrificado e aceso incessante e concluinte
reiniciante reorganizável repensável
responsabilizado por si mesmo
se dois, soterram-se”
Por Felipe Cirilo